Friday, May 26, 2017

Meu top 4 de séries retrô / My top 4 retro shows

ENGLISH TRANSLATION COMING SOON!


A TV é um dos maiores meios de entretenimento, e agora com streamings como Netflix, Amazon e Hulu, o acesso à séries facilitou muito. Vintagistas, como eu, amam assistir tudo o que possa ampliar nosso conhecimento dos dias dourados, e as séries são uma das formas mais divertidas de estudar o passado. Pensando nisso, organizei quarto das minhas séries retrô favoritas para você conferir e adicionar à sua lista do Netflix!

Miss Fisher's Murder Mysteries (2012 - 2015)
Década / Decade: 1920's
Temporadas / Seasons: 3


Série australiana lindíssima com toda a vibe art deco que merece, "Miss Fisher's" conta a história de Phryne Fisher, uma mulher inteligente, habilidosa e independente que foge dos valores morais da década de 20 em nome de sua própria autoridade. Usando suas habilidades intuitivas e observatórias, ela se torna uma espécie de detetive na cidade de Melbourne. O que a motiva a solucionar crimes é a morte de sua irmã mais nova e procura o homem responsável pelo assassinato. Resumidamente, é a série feminista perfeita com um figurino de encher os olhos!

Agent Carter (2015 - 2016)
Década / Decade: 1940's
Temporadas / Seasons: 2


Quem me conhece sabe que não sou lá muito fã de Marvel (sou DCnauta), mas quando o assunto é Agent Carter eu abro exceção! A série mostra a vida de Peggy Carter após perder seu amor, Steve Rogers (Capitão América para os leigos), que secretamente investiga missões e procura provar a inocência de Howard Stark (pai do Tony Stark, o Homem de Ferro), que é acusado de traição ao país. No entanto, todos acham que ela é apenas uma discreta telefonista. Infelizmente, a série foi cancelada com apenas duas temporadas devido à baixa audiência, mas a Marvel anunciou que voltaremos a ver Peggy... Em desenho!

Mad Men (2007 - 2016)
Década/Decade: 1960's
Temporadas / Seasons: 7


Mad Men é uma das minhas séries favoritas no momento e dispensa explicações! É uma das mais conhecidas se tratando de séries retrô. Mas para quem não sabe, a história se passa na Nova York da década de 60, mais especificamente na Madison Avenue, avenida conhecida por ter grandes prédios de agências publicitárias (e os Mad Men são os publicitários que trabalham arduamente). Uma delas é a Sterling Cooper e Don Draper (que é interpretado pelo GATÍSSIMO e bem-dotado Jon Hamm) se esforça para mantê-la no topo. Os episódios mostram o dia-a-dia na agência paralelo aos problemas pessoais e familiares de Don, que se aprofundam cada vez mais. Ele é o típico personagem que você ama odiar, charmoso, excelente profissional, porém canalha! 

That 70's Show (1998 - 2006)
Década / Decade: 1970's
Temporadas / Seasons: 8


Hello Wisconsin! Estou atualmente viciada nesse renomado sit-com, que foi responsável pela acensão de Mila Kunis, Ashton Kuschter, Laura Prepon e outros. Com piadas e timing excelentes, acompanhamos de perto em oito maravilhosas temporadas a vida de Eric Forman e seus amigos na metade dos anos 70. Se acha que falar de feminismo e assuntos tabu é modinha, tenho que informá-los que That 70's Show já fazia isso! É de longe uma das séries mais engraçadas que já assisti, com ótimas críticas ao machismo e outros problemas frequentes na sociedade.

E isso é tudo pessoal! Tem alguma série retrô que gostaria de me recomendar? Quais têm acompanhado no momento? Conta pra mim! Beijinhos!

Friday, May 12, 2017

A história do boudoir / The story of boudoir


"Boudoir" é, talvez, minha palavra francesa favorita ("é mesmo, Amyh? Nossa, nunca que eu iria imaginar!"). Eu amo como soa, e o que significa. Mas você sabe o que é um boudoir? 
Esqueça as sessões fotográficas sensuais genéricas! Estamos falando do boudoir real! 
"Boudoir" is probably my favorite French word ("oh, really, Amyh? Wow, I'd never wonder in my life!"). I love how it sounds, and what it means. But do you even know what a boudoir is? Forget about the generic sensual photoshoots! We're talking about the real boudoir!

A HISTÓRIA/ THE STORY:

A palavra vêm do verbo francês "bouder" que significa "enfurecer", sendo originalmente um quarto para uma dama quando ela estiver irritada e precisar se retirar (curioso, não?). Logo passou a ser um local para desenhar e bordar, passar o tempo com a pessoa amada, e finalmente, um quarto bem íntimo da mulher, onde ela troca de roupa e conversa com suas amigas. A entrada de qualquer homem era autorizada somente pela dona do boudoir. O escritor Marquis de Sade, expressando sua admiração pelo boudoir em suas obras, popularizou tanto o termo quanto o cômodo, em especial no polêmico "A Filosofia na Alcova" ("La Philosophie Dans le Boudoir"). 
The word comes from French verb "bouder", which means "sulk", so it was originally a private room for a lady when she had to withdraw, a room for sulking in (isn't this curious?). Lately, it would be a woman's drawing and embroidery room, a place to spend time with her beloved one, and finally, a very intimate dressing room for both dressing up and meeting with her friends. The entrance of any men were only authorized by the boudoir's owner. Writer Marquis de Sade, expressing his admiration for the boudoir on his works, ended up helping to popularize both term and room, specially in "Philosophy in the Bedroom", one of his most controversial books. 


Ao redor do mundo, o boudoir obviamente sofreu alterações de acordo com diferentes culturas. Durante o período vitoriano na Inglaterra, o boudoir era o quarto de descanso noturno da mulher, e ela também teria o quarto de descanso matutino e outro para trocar de roupa, sendo assim, o boudoir era comum apenas em casas grandes e de famílias ricas. Em alguns países caribenhos, era a sala em que a mulher entretinha amigos e familiares. A partir da década de 20, a tendência da fotografia erótica localizada no boudoir surgiu. Hoje, nada mais é do que um lugar bonito para se maquiar e se vestir, como faziam as francesas, embora não seja mais tão comum ter um.
Across the world, the boudoir obviously had diverse interpretations according to different cultures. During the Victorian era in England, the boudoir was a lady's night resting room, and she would also own a morning resting room and dressing room, so the boudoir was only seen in large houses and rich families. At some Caribbean English countries, it was a room where the woman would entertain friends and family. From the 1920's, erotic photography set on the boudoir became largely popular. Nowadays, it's nothing but a beautiful place to dress up, just like French women did, though it's not that usual to have one today. 

BOUDOIR FAMOSOS / FAMOUS BOUDOIR:

. Maria Antonieta: A jovem rainha francesa é com certeza uma das responsáveis por tornar o boudoir um sinônimo de luxo e beleza. Tanto o do castelo de Fontainbleau quanto o de Versalhes são conhecidíssimos;
. Marie Antoinette: The young French queen is certainly one of the names that made the boudoir a synonymous for luxury and beauty. Both Fotainbleau and Versailles castles rooms are very well-known;

Versailles Chateau, via This Is Versailles

Fontainbleau Chateau

. Jean Harlow em "Jantar Às Oito": Harlow se mescla com o glamour do boudoir branco e prata,  numa harmonia que imortalizou ambos na história do cinema;
. Jean Harlow in "Dinner at Eight": Harlow is as stunning as her glamorous white and silver boudoir, a beautiful harmony that made both Harlow and the room immortal in the history of cinema;


. Dita Von Teese: É da antiga casa da Dita, e ela vêm vendendo os móveis para começar uma nova decoração, mas seu boudoir inspirado em "Jantar Às Oito" sempre quebrava a internet;
. Dita Von Teese: This one is from Dita's previous house and she's selling the furniture to start a new decoration, but her boudoir inspired by "Dinnet at Eight" always break the internet;


. Rita Hayworth em "Gilda": O filme inteiro é icônico, porém a cena em que Gilda joga seu cabelo ruivo e reencontra seu antigo amor no boudoir é uma das mais marcantes.
. Rita Hayworth in "Gilda": The entire movie is iconic, but the scene where Gilda flicks her hair as she rencounters with her old love at the boudoir is one of the most memorable sequences. 


E isso é tudo pessoal! Depois irei fazer um post só pra falar dos essenciais de um boudoir e como montar um sem gastar muito! Fiquem ligados ;) beijinhos e até a próxima!
And that's all folks! I'll post about the boudoir essentials later, and how to build your very own in a budget! Stay tuned ;) XOXO, see you next time!

Thursday, May 4, 2017

Auto-estima: De patinho feio à cisne

Message to my international little swans: This post in Portuguese only. I apologize, babies! But don't worry, posts with English translation will still happen! 



Todo mundo conhece o conto do patinho feio: o pequeno pato rejeitado por sua aparência estranha que vem a se tornar um cisne belíssimo. Este um dos contos de fada que não é de princesas que mais gosto, porque consigo me ver nas situações que o patinho vive. Hoje eu recebo elogios ao meu estilo e aparência quase diariamente, mas nem sempre foi assim. Foi um longo caminho até eu realmente me tornar um cisne e representar de verdade o Swan do meu nome. Mas vamos aos fatos: o patinho nunca foi feio, ele era diferente das outras aves. Ele tenta ser igual à elas e falha miseravelmente. Acredito que todas as pessoas que não atendem à algum padrão estabelecido pela mídia e sociedade, seja quando falamos de peso, orientação sexual, raça, cabelo ou roupas, sofreu preconceito, rejeição e ofensa em determinado momento, ou o tempo todo. Vou lhes contar um segredinho: assim como o pato nunca foi realmente um pato, você nunca foi feio/aberração/anormal/etc.

Dezembro de 2010, 12 anos

Antes de existir Amyh, existiu Amanda (é, esse é meu nome de verdade, sejam bem-vindos à dura realidade haha). Fui infeliz com minha aparência ainda criança; eu tinha várias colegas altas e queria ser como elas, por mais assustador que fosse uma menina de seis anos com quase 1,60 de altura. Depois entrei precocemente na puberdade e desenvolvi seios muito antes do tempo considerado ideal e era estranho uma menina de nove pra dez anos que já precisava usar sutiã. O tempo passou, e por eu ter desenvolvido seios muito cedo, eles não cresceram muito ao longo da adolescência e uso P. Eu sei que ter seios grandes não é nenhuma maravilha e que eles incomodam e causam dor na coluna, mas a mídia trata seios pequenos como sinônimo de infantilidade e é dificílimo achar um sutiã que não fique grande, ou uma roupa (muitas vezes, preciso de um sutiã maior do que realmente me serve para não sobrar tanto espaço em alguma blusa ou vestido). Daí aos 11 anos comecei a usar óculos e pensei: "Pronto, não há mais chance alguma de ser um mulherão". Não só isso, apesar de ter uma estatura mediana, tenho um corpo pequeno e muito magro, mãos e rosto muito pequenos e tudo fica largo, e por isto todo mundo acha que sou bem mais nova, contrastando com meu nariz que é um pouco grande. Resumindo, eu nunca poderia ser como as VS Angels, que são referência em beleza.
Sofri com depressão e me odiei por muitos anos. Eu queria ser como aquela amiga que está sempre sendo chamada pra ser modelo, como aquela fulana do filme, como a modelo da revista. Durante meu pior tempo sofrendo com depressão, eu não queria saber de cuidar de mim mesma, além de odiar o que eu via no espelho, eu não tinha a menor disposição para isto, pegava num pincel de maquiagem só quando eu precisava sair para trabalhar em alguma festa (sendo filha de profissionais de eventos, acabei concordando em fazer bicos). Some tudo o que eu falei ao fato de ter que ouvir algumas zombarias por parte de colegas, tanto pelo meu físico quanto meu estilo, de roupas e de vida. Fui frustrada por muito tempo por não conseguir sustentar estilos de moda japoneses que eu admirava, como o gyaru e principalmente o lolita.

Descobrindo o delineador em 2009, 11 anos

Depois de fazer tratamento, eu estava disposta a encontrar a felicidade e a minha própria beleza. Foi aí que eu decidi de vez que queria ser pin up e vintagista. Eu consigo me identificar com o corpo de Audrey Hepburn (aniversário dessa linda hoje!), com o estilo de Dita Von Teese e Jayne Mansfield, e não iria me custar uma fortuna como estilos japoneses. Dita me inspirou e me ajudou a cuidar da minha pele e descobrir o poder da maquiagem para criar, não um artifício, mas a mulher que eu desejo ser dentro do meu próprio ideal de beleza e descobrir meus traços. Olho para os visuais dos anos 40 e penso "eu consigo fazer isso!", ao contrário do contorno Kardashian. Passei alguns meses tratando minha pele para me livrar do bronzeado horrível e descuidado. Eu já usava o nome Amyh Swan, mas só ali eu passei a me sentir Amyh Swan. Minha maquiagem, minha roupa e meu estilo de vida são o que eu sou, são o que me fazem feliz e são o que me fazem com que eu me sinta confiante e bonita, atraindo elogios (você pode usar a roupa que for, mas se não estiver vestindo conforto e confiança, é o mesmo que nada!). No pin up e vintage, encontrei minha família com quem compartilho ideias e amigos maravilhosos, além de ter saído do armário e me assumido bissexual.

Aderindo ao batom vermelho em 2014, 16 anos

Hoje em dia, acordo, tomo meu café e vou ir me maquiar, aplicando protetor solar antes de qualquer coisa e em seguida fazendo o olho esfumado, delineador gatinho e traçando os lábios com batom vermelho e formando um cupid's bow (que, a propósito, é natural dos meus lábios). Meu cabelo, agora cortado em Middy, será preso por alguma bandana ou victory roll. Por debaixo da saia, uma lingerie que considero maravilhosa. Nos pés, um salto baixo, mas charmoso. Para finalizar, meu perfume favorito. E ah, tenho muito orgulho dos meus óculos, acho que eles são um charme à mais e não pretendo usar lentes para tudo ou fazer cirurgia. Todo o processo de fazer uma maquiagem é o que me faz feliz e vitoriosa. É o que me faz sentir um cisne. Sim, tem certas coisas que eu ainda tenho vontade de mudar em mim, mas não porque me odeio.
Todo mundo merece achar sua zona de conforto e sua família, assim como quando o pato cresceu e descobriu que nunca pertenceu à família de patos. Meu prazer é criar meu visual e o desfilar por aí -  para algumas pessoas, isso pode ser desconfortável e está tudo bem! Se aceite como você é, tenha confiança e as portas (da alegria e das oportunidades) vão se abrir como mágica. Não se preocupe em ser como os outros e agradar o desconhecido, se preocupe em ser VOCÊ e com a SUA aprovação! E isso é tudo, pessoal!