Sunday, April 22, 2018

Raven Hair Diaries #3: O Boticário, frizz e cabelo liso

Olá little swans, hoje finalmente venho atualizar o blog e a tag de cabelo, e também resenhar alguns produtinhos!
Tenho usado bastante coisa da O Boticário nos últimos meses, e percebi que nunca havia usado shampoo da marca. Eu já estava usando desde dezembro a máscara anti-frizz da nova coleção Match e adorando. Em março foi o meu aniversário e quis "me dar" de presente o shampoo Liso Perfeito da linha Cuide-se Bem (minha favorita da O Boticário, inclusive). O produto estava na promoção custando R$15,90 (o preço original é R$19,90), e com meus pontos do clube paguei R$12,80. Vou ser bem sincera: se não estivesse em promoção, eu nem teria levado, pois acho shampoo de vinte continhos MUITO caro, ainda mais pra 250ml. Não compro nada caro para o cabelo porque não sinto a menor necessidade, até porque pago R$13 no Plusbelle que vem 1 litro. Inoar eu acho um absurdo. Mas enfim.


Como eu já havia dito, tenho usado bastante a máscara da linha Match e AMANDO. Levei algum tempinho pra descobrir como se usava (eu passava pouco produto e só nas pontas, daí eu vi que ele funciona melhor aplicando pelo cabelo inteiro). Ele deixa meu cabelo leve e com um cheirinho floral maravilhoso, tem uma coisa meio "verão" na fragrância. No rótulo diz ter óleo de girassol ou coisa assim, então imagino que seja isso. O meu é aquela amostra de 50ml que distribuiram gratuitamente ano passado, estou esperando a linha Match entrar em promoção porque custa R$49,90 e vocês já sabem. 

Quanto ao shampoo, fiquei algum tempo escolhendo qual eu iria levar, pois são quatro na linha Cuide-se Bem: hidratação, reconstrução, cachos e liso. Cachos já estava fora de questão e meu cabelo não está danificado pra pedir reconstrução, então fiquei entre hidratação e liso. Como o liso prometia acabar com o frizz até em dias umidos (e estava chovendo muito naquela semana, meu cabelo fica todo "coisado"), foi o vencedor. Também afirma melhor resultado com o uso de secador e/ou chapinha após a lavagem. 

. 1° teste - somente o shampoo: Me assustou MUITO no primeiro uso. A consistência é a mais espessa que testei em toda minha vida, parecendo até uma máscara. Mas okay, fui mesmo assim. Depois de acabar de lavar, notei que meu cabelo estava com uma sensação muito pesada. A máscara Match ajudou a deixar mais leve. Sequei naturalmente como de costume, pois eu não tenho secador de cabelo, esperando que a sensação de peso fosse embora depois de seco. Horas depois, cabelo parcialmente seco, nada de melhorar isso, acabei me rendendo à chapinha (nunca uso chapinha, só se for pra fazer cacho). Eu queria ter usado meu protetor térmico, só que ele também é meio espesso e não queria piorar a situação, mas não sejam como eu, ok crianças? 
Sem diferença no peso também, definitivamente deixou meu cabelo super liso, mas ainda com algum frizz (meus baby hairs são difíceis de domar mesmo, não culpo o produto, até porque os fios já "adultos" ficaram no lugar). O cheiro também é maravilhoso, quase idêntico ao dos produtos da linha original da Capricho.
E o mais irônico? Eu sentia meu cabelo limpo! Ele estava pesado, mas quando eu tocava próximo ao couro, podia sentir aquele feeling de cabelo limpo e recém-lavado. Bem estranho.

. 2° teste - como pré-shampoo: Sem fé no produto, mas querendo muito usá-lo porque não foi barato para os meus padrões, tive a ideia de usar como um pré-shampoo, já que a ideia do pré-poo é fazer a limpeza. Deu MUITO certo, usando em menor quantidade, e ainda tinha esquecido de levar a máscara Match para o chuveiro. Meu cabelo ficou quase uma semana inteira brilhante, macio e sem oleosidade. Só tinha um problema: o cheiro do Plusbelle obviamente "ofuscou" o do Cuide-se Bem que é bem melhor. Por isso...

. 3° teste - o teste reverso: Usei o Plusbelle de pré-shampoo e o Cuide-se Bem em seguida, também em menor quantidade que no primeiro teste. Enquanto secava, eu não estava colocando esperanças. Já tinha aceitado a derrota, mas depois de completamente seco o cabelo estava bonito, ainda que não como no segundo teste. Sendo assim, acabei não fazendo de novo.

Conclusão: Para quem tem cabelo muito fino ou pouco, o Liso Perfeito vai ser ideal usado sozinho. Mas se como eu você nasceu com três perucas costuradas juntas na cabeça, é inviável. Eu continuo usando como pré-shampoo uma vez na semana e amando, é até melhor por precisar de pouquíssima quantidade de produto e assim rende mais. Somado à máscara Match, os fios ficam no lugar porém soltos e com movimento. Eu quero poder comprar novamente quando terminar o frasco, acho que vou acabar pensando no custo-benefício. A máscara eu já não ponho fé que eu teria coragem de pagar 50 reais, então O Boticário, por favor, coloca em promoção logo! Queria muito experimentar todos os produtos da Patrulha do Frizz (shampoo, condicionador e sérum), só que assim não dá.

Onde comprar*:
O Boticário - Cuide-se Bem Liso Perfeito Shampoo
O Boticário - Match Patrulha do Frizz Máscara Capilar 

*Se conhece revendedora da marca, dê preferência à comprar com ela, pois você ajuda para que a pessoa continue com seu trabalho autônomo.

Agora quero saber de vocês: o que têm usado? Muda sua rotina de cuidados de acordo com o clima e/ou estação? Dicas e sugestões? Só deixar aquele comentário ;) Beijinhos e semana que vem tem mais!

Sunday, March 25, 2018

Resenha: Wet'n Wild Megalast Unicorn Glow Prismatic Lipstick

Olá! Hoje trago a primeira resenha de beleza do ano!
No ano passado, a coleção limitada de verão da Wet'n Wild teve como tema, obviamente, os unicórnios. Eu adoro unicórnios desde muito antes da moda, então não poderia perder a chance de ter os dois batons iridescentes lançados na coleção. Meu irmão mora nos Estados Unidos e pedi para ele comprar para mim, já que a Wet'n Wild não entrega no Brasil, mas só agora no começo do ano pude tê-los em mãos. Enfim!



Os batons tem efeito iridescente e servem como lip toppers, ou seja, batons que possuem somente cintilância e que formam uma camada de brilho por cima de um batom comum, podendo até alterar a cor e criar um batom completamente novo. Nos anos 90 era moda os batons cintilantes e iridescentes (na época chamados de "efeito frosty") e agora estão de volta, porém mais "refinados", podendo ser mais divertidos como estes da WNW, ou mais glamourosos como os da Jouer. Particularmente adoro, porque apesar de fazer minha maquiagem em estilo retrô na maioria das vezes, adoro coisas "diferentonas também"!

IMMORTAL TEARS


A primeira opção tem um fundo esbranquiçado com cintilância rosa pastel e lilás. Ele é MUITO difícil de ser usado sozinho. Tentei usar com um batom matte rosa claro e quase não apareceu. Ele funciona melhor em batons mais escuros, como pink, roxo ou até vermelho. Então, a não ser que você queira fazer um look bem "aloka" ou total club kid dos anos 90, é impossível usar sem nada por baixo dele. 

Infelizmente não ficou visível a iridescência na câmera, tentei de tudo!

UNICORN SOUL


O meu favorito entre os dois porque pode ser usado tanto como topper quanto sozinho, e é dupe do "Unicorn Tears" da Too Faced (sério, se colocar lado à lado a diferença é muito pouca). A principal distinção entre os dois batons é o preço: enquanto o que inspirou custa USD$20, o inspirado foi só USD$3.99!


Ele tem um fundo rosa-chiclete, para a surpresa de todos. A cintilância pode ser azul, lilás e rosa (muda com a luz, afinal, é iridescente). É possível ser usado sem batom comum por baixo exatamente pelo fundo rosa, e se você passar um lenço de papel terá uma surpresa: o brilho e a cintilância saem e o rosa fica, servindo como um lip tint! Se um dia você for à alguma festa rave antes de ir trabalhar, fica a dica aí hahaha! Ele também dura muito, o rosa gruda nos lábios e só o brilho precisa ser retocado. Vi resenhas dizendo que como um tint dura mais do que o da Too Faced. 

Esse ficou visível, mas precisei reduzir a luz na câmera

O único ponto negativo vai para a embalagem dos batons, que infelizmente é muito frágil. Sabe quando você gira a bala pra cima e o plástico parece estar "bambo"? Além disso, o desenho de unicórnio que tem na bala foi danificado por não estar tão fixa na embalagem (principalmente no caso do Immortal Tears). Analisando o preço, imagino que a marca tenha cortado gastos nessa parte para baratear a mão de obra e o valor do produto final. Mas a qualidade dos batons é fantástica, são macios, duradouros e cumprem o efeito que prometeram nas propagandas. Com certeza vou comprar mais produtos da WNW! 
Porém relembrando, esses batons foram edição limitada do verão de 2017 e não estão mais à venda! Acredito que seja possível encontrar algo no eBay, mas o frete para o Brasil costuma ser bem caro (mais de USD$15), logo não acho que valha muito à pena. Já existem tutoriais ensinando a fazer batom e gloss iguais ao Unicorn Soul, sai bem mais barato! 
Eu ainda quero experimentar como iluminador - será que dá certo? ;)

E isso é tudo pessoal! Quem mais ama essa moda de maquiagem brilhante e diferentona? Usaria esses batons? Prefere sozinho ou como lip topper? Opinem! ♥
Um grande beijo! 

Monday, March 19, 2018

Favoritos de fevereiro!

É isso aí, little swans, parece que foi ontem que estouramos champagne para dar boas-vindas à 2018, mas já estamos em março! Por isso, trago hoje (com um tantinho de atraso) os favoritos de fevereiro!

FILMES E SÉRIES



. Bomb City (2018, dirigido por Jameson Brooks): Sempre fui do tipo que adora filmes trágicos, melancólicos ou revoltantes e nunca me abalei emocionalmente por causa deles. No entanto, "Bomb City", longa de estréia de Jameson Brooks, me deixou realmente mal por se tratar de uma horrível história real. Em dezembro de 1997, Brian Deneke foi covardemente assassinado. O motivo? Ele era punk. O filme foca no prólogo da morte do rapaz de 19 anos que sonhava em ser um punk rocker famoso e denuncia o preconceito, a intolerância e a forma que as autoridades tratam diferente os diversos grupos sociais. Ganhou um pré-lançamento em um festival de cinema no vigésimo aniversário de morte de Brian.
Esse filme me deixou em estado extremo de tristeza. Chorei muito, durante e depois. Talvez não tenha o mesmo impacto em quem não frequenta alguma subcultra, mas para quem é alternativo ou somente um admirador da cultura punk, é uma verdadeira tijolada na cabeça. Em termos técnicos, eu adorei o filme apesar de alguns problemas (cenas e diálogos muito longos em certos momentos), têm fotografia e direção de arte deslumbrantes e estou ansiosa pelos trabalhos futuros desse novo diretor. Porém, eu infelizmente não tenho condições emocionais de rever.
Brian teria feito 40 anos neste mês (9 de março), então dedico este post em sua homenagem. Que ele esteja descansando em algum lugar longe do preconceito que o matou.

. Everything Sucks! (2018, série Netflix Original): Não me lembro de ter mencionado aqui no blog, mas quando não estou vestida de pinup ou retrô, nem no estilo kawaii, eu adoro me inspirar na década de 90 e tenho planos de colecionar brinquedos e objetos aleatórios da época. Grunge, glitter corporal, batom frosty, caboodles, Tamagotchi, GameBoy, "Clueless", Spice Girls, scrunchies, "Um Maluco no Pedaço", era ska punk da Gwen Stefani... Como não amar? Era óbvio que eu ia contar os dias pra estréia de "Everything Sucks!" na Netflix.
Situado no ano de 1996, na cidade que surpreendentemente não é ficítia, Boring do estado de Oregon, a série começa com o primeiro dia de aula no ensino médio de um pequeno grupo masculino de calouros. O líder da turma, Luke, se apaixona por uma garota... Que ele ainda não sabe que é lésbica - e nem mesmo a própria. A série tem uma forma muito bem-humorada, e ao mesmo tempo realista, de representar os descobrimentos na adolescência, a homofobia e bullying na escola e outros dramas da puberdade, recheado de referências à cultura da juventude dos anos 90 para nos fazer suspirar de nostalgia. Raramente maratono alguma série, e essa me prendeu! Recomendadíssimo para quem viveu a década, e para quem é fã dela também. Já quero todo o figurino da pesonagem Emaline, frequentemente inspirado na Courtney Love e Gwen Stefani!

COSMÉTICOS:



Em novembro de 2017 eu havia achado no eBay réplicas dos lip toppers Diamond Crushers da Lime Crime, coisa que eu tava querendo MUITO, mas gastar 18 dólares (60 REAIS!!!) num lip topper é bem difícil. As réplicas eram 6 reais cada, então resolvi dar uma chance. Nunca havia comprado maquiagem da China por medo, mas depois de algumas pesquisas e perguntas em grupos de maquiagem, resolvi arriscar. 
Quando chegou, fiquei assustada com a perfeição da caixa e embalagem. É exatamente igual ao original, sem tirar nem colocar. O cheirinho é uma delícia, é de pêssego. O produto em si, no entanto, não se parece. Eu escolhi na cor "Choke", que era para ser um topper de microglitter iridescente (com tonalidades que transitam entre rosa, lilás e azul) e um fundo rosado, quase transparente. A réplica é um topper sem transparência alguma, tem uma cintilância um tanto metálica puxada pro rose gold. É bonito? DEMAIS. Além de lindo pra caramba, seca rapidinho, não transfere quase nada e dura muito. Mas eu fiquei chateada por não se parecer com o "Choke" original. Vou usar bastante, principalmente como iluminador porque fica a coisa mais linda do mundo, e provavelmente vou comprar mais réplicas, porém ainda procuro pelo lip topper de microglitter dos sonhos que eu possa pagar.


Sozinho 
Com batom vermelho por baixo

LEITURAS:


. "Red Hood and the Outlaws" #19 (escrito por Scott Lobdell e desenhado por Marcio Takara): Divertida edição de dia dos namorados, que também dá continuidade ao arco voltado ao Bizarro. Jason e Artemis saem em um encontro no dia mais romântico do ano... E visitam a batcaverna!
. "Punk Rock Jesus" (escrito e desenhado por Sean Murphy): Eu tenho curtido muito o trabalho do Sean Murphy em "Batman White Knight", que faz o roteiro e a arte, e tenho uma grande simpatia pelo seu estilo sombrio e com simbolismos e críticas por trás. Decidi checar uma de suas obras mais famosas (senão a mais), que une punk, religião e reality show; "Punk Rock Jesus" é uma série de seis edições sobre um reality show com uma proposta bem inusitada: criar um segundo Jesus através de clonagem. A vida do garoto (que foi chamado de "J2") é acompanhada pelas câmeras desde a gestação até sua adolescência, onde se torna um punk rocker. É uma obra interessantíssima, com cenas e diálogos chocantes e consegue mesclar muito bem temas tão distintos. E fun fact: meu namorado conheceu o Murphy pessoalmente em uma Comic-Con, diz ser um cara bem louco exatamente como eu imaginei haha! 

E isso é tudo pessoal! Queria ter postado ontem, mas foi meu aniversário e eu tive que adiar para hoje. Spoiler alert: o favoritos de março vai ter muita coisa bacana!

Beijinos!